sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Eu era outro lugar

Enganei-te vezes sem conta no tempo que escorreram duas lágrimas.
A perfeita solidão deste-me, porque enquanto sonhava contigo sabia que não estavas comigo.
Que sonho. Que fatos!!!
Percebes que deixei de amar todo o resto do mundo porque amei-te em infinitos? 
Empírico e metafísico nisso que chamávamos tempo, 
Guirlandas inúteis, estratagemas fúteis, e nisso tudo, tu. 
Teu peito, a ensejar deslizes (dos outros), 
já eu, permaneço firme no propósito de enganar-me
Escondo-te de todos: em meu pensamento és propriedade, que alugo, por ora.

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