quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Além mar

 

Que provas a vida te deu de que tudo termina?

Entre tanto vai e vem, entre toda a pressa,

Entre tudo e o menos que nada,

É o ontem que acende o que hoje te ilumina!

 

Não vês que nada tem fim?

Tudo que ficou fica-te bem,

O não que virou sim,

Até aquele sonho de que te fizeste refém.

 

Oxalá que não te arrependas,

(E não deves!)

Esqueça o pranto, leva as prendas,

Solta sua carga num adeus suave...

 

Depois de tudo (escreve),

Olha o mar, esquece a dor,

Beija o vento de leve,

Porque só faz sentido esperar pelo melhor.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Nada será como antes de ontem

Eu achava que sabia tudo sobre o meu passado. Achava que tudo que lá estava, esteve tal como foi. Mas ao contrário do que eu acreditava, pensar no passado não resulta, mas não porque não se pode mudar nada, mas porque aquilo se pode mudar sempre! Toda vez que eu olho pra trás, e noto alguma coisa que eu não tinha notado antes, tudo muda! É como a tal teoria do caos e as borboletas e seja lá o que se chamam essas coisas de quem se mete a mexer com o tempo, com as causas e com as consequências... Eu olho, vejo uma coisa nova, e vira uma avalanche sobre os conceitos que eu tinha formado antes e pronto: seja bem-vinda nova crise. E não, ainda não se pode mudar o passado. Só mudam as espécies de arrependimentos.