sexta-feira, 29 de março de 2013

Amor com outro nome


Não vinha de fora,
Não passava adiante
Não estava no tempo:
E era tão pulsante!

Corria do abraço,
Não parava de frente
Era feito cangaço
No medo da gente!

Ladrava ou latia
Olhava de longe
Com rabo de olho
Debaixo da ponte!

Fez tanta arruaça
Que levou o povo
A tomar cachaça!
E a chorar baixinho
Tamanha desgraça...

Todos tão inúteis
Diante do sem nome...
Sofreram tanto...
E talvez fosse fome!

quinta-feira, 28 de março de 2013

O quarto


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Descrição poética:
Aqui estão, as coisas com as quais convivo, o que respiro diariamente, as lembranças, as cores, os odores e dores… Vejo aquele brinco e me vêm à lembrança um sorriso, um momento, aquele momento em que você acidentalmente gira a cabeça a 90 , e encontra um olhar, e esse milesimo de segundo está guardado, no brinco! Vejo um sapato e lembro de quanto dancei, por onde caminhei… Vejo os óculos escuros e vejo: tudo de novo o que vi através dessas lentes… Sem falar nos livros… Quero lê-los, quero senti-los novamente, cada linha, cada frase, cada palavra composta dentro da minha imaginação a partir daquela história… Olho no espelho e me sinto viva!

Descrição realística (dentro do possível…)
Deus, como essa garrafa de vodka foi parar aí, perto dos livros? Onde raios está o outro brinco?? Como é que eu consegui dançar a noite inteira com esses sapatos? Um está mais torto que o outro!!!! Será que eu caí? MEU DEUS, acho que um cotovelo caiu dentro do meu olho!! Com violência!!!! Vou ter usar óculos escuros a semana toda!!!! Como é que vou ler todos os livros que tenho que ler para terminar meu relatório?? Estou horrível!!! Quero quebrar esse espelho!!!

Descrição mais do que realística:
Quem é que vai arrumar essa bagunça??!!!


segunda-feira, 18 de março de 2013

Tenho medo


Me dá teu colo
Me dá tua ternura
Me dá teu segredo
Me dá tua doçura,
Senão eu tenho medo…

Não me dê promessas
Não me dê consolo
Não me dê partidas
Não me dê adeus
Se não eu terei medo…

Não me peça perdão
Não me peça piedade
Não me peça realidade
Não me peça educação
Porque disso tenho medo…

Não quero a eternidade
Eu prefiro o infinito!

segunda-feira, 4 de março de 2013

Carta para a felicidade



Talvez a senhora não se lembre de mim, afinal, fazia um tempo que não nos falávamos; a ser sincera, nem eu lembrava muito de ti. Acho que devemos nos apresentar novamente, já que a expectativa é que passemos um tempo juntas: você (me permita o tratamento pouco formal... rsrsrsr), ahhh, você não mudou muito: continua trazendo brilho para o meu olhar, batuques ocasionais no meu coração, e aquela vontade de sorrir o tempo todo, sem falar naquela certeza de que tudo vai ser sempre melhor, e sim, PAZ para o meu espírito! Quanto a mim, mudei um pouquinho: tenho agora cicatrizes naquele coração que sonhava com o amor, conheço agora outros amores (de mãe, de filha, de irmã, de amiga...), mas ainda trago em mim aquela menina destemida, só que agora munida de uma força tão grande, que se eu te contar o que eu tive que vencer para ter encontrar de novo, você nunca mais me deixava... mas também, se deixar, eu te encontro, não importa onde! Enfim, seja muito bem vinda de volta à minha vida!

Quando for passado




Quando for passado,
Vamos ter muito o que dizer,
Do que houve por bem fazer.
Estaremos já do outro lado
Olhando pra esses fatos
Como se tivesse sido fácil
E talvez tenha sido,
Assim que é!
Quando for passado,
A gente nem vai se dar conta,
Que um dia pensou que não tinha futuro.
Porque no nosso tempo,
Basta viver o agora.
Dá certo à vista,
Pode dar certo à prazo:
Com isso não se cria caso!
O amor é um presente,
Que só no futuro é que vira passado...